 Quantidade e qualidade do público animaram expositores
O interesse pelo artesanato de 30 países e de 17 Estados brasileiros levou 70 mil visitantes à Feiarte 2008 - 24ª Feira Internacional do Artesanato, realizada de 16 a 25 de maio de 2008 no Centro de Exposições do Parque Barigüi, em Curitiba. A feira apresentou o melhor do artesanato mundial por meio de 200 estandes.
Sem citar números, os expositores gostaram dos resultados, o que atestou a importância do setor na economia brasileira, na qual movimenta R$ 28 bilhões por ano, ou 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A Feiarte também foi realizada em Porto Alegre, de 02 a 11 de maio. Agora, boa parte dos expositores já se prepara para a Art Mundi, que tem o mesmo perfil da Feiarte e será realizada pela terceira vez em São Paulo, de 03 a 12 de
outubro de 2008.
Para Harley Leonel Soares, artesão de bijuterias
em pedras de Minas Gerais, a Feiarte foi surpreendente. “Nossas
expectativas foram atendidas com ótimas vendas e acredito que a
principal razão disso foi o fato de que as pessoas que estiveram evento
eram realmente admiradoras e consumidoras do artesanato”, conta Soares,
que fez sua terceira Feiarte. Quem também gostou do público foi Elio
Rios, artista plástico do Equador e pela segunda vez expositor. “A
quantidade e a qualidade dos visitantes foram boas. Fiz boas vendas,
principalmente no último final de semana”.
O artesão de Pernambuco, Leonildo Nascimento Silva, produz bonecos de
argila que representam a cultura de seu Estado. Silva completou sete
anos de evento e ficou feliz com os resultados. “As vendas foram
gradativamente aumentando e chegaram a um ótimo patamar. Acredito que,
entre outros fatores, isso seja a conseqüência da qualidade dos
visitantes”.
Outra questão que animou os expositores foi a reação do público com os
produtos. Graça Cardoso, artesã do Pará, ficou muito feliz com a
admiração dos curitibanos pelo seu trabalho. Em seu estande a paraense
tinha vários produtos típicos de seu Estado com um destaque especial
para a cerâmica marajoara. “As pessoas mostraram muito interesse não
apenas pelo artesanato, mas pela nossa cultura também”, conta.
Segundo Sineide Ribeiro Iurckevicz, que faz trabalhos com tecidos em
uma associação beneficente do Paraná, muitos visitantes fizeram questão
de prestigiar o seu estande por ser do Estado. “Muitos paravam e diziam
que queriam comprar algo por ser paranaense”.
Jederson Antonio Tonetto Pires, representante da Elbaraka, comerciante
de produtos da Índia e do Egito, conta que fez bons negócios e saiu da
Feiarte satisfeito. “Tivemos um bom volume de vendas e posso dizer que
valeu a pena o investimento”, comenta.
Reiner Wolff, artesão da Alemanha que mora no Brasil há 18 anos e
trabalha com peças feitas a partir de alumínio, explica que, além de
bons retornos financeiros nos dias da feira, outro aspecto importante é
a divulgação do trabalho. “Fizemos contatos com arquitetos, lojistas e
pessoas que certamente entrarão no site e farão alguma compra no
pós-feira. Além disso, hoje muitos dos meus compradores foram
visitantes da edição passada”.
A assistente social Silvana Ceccarelli representa bem o perfil do
público da feira. “Em todas as edições venho prestigiar o trabalho.
Este ano estou realmente fiquei impressionada com a qualidade e
variedade da feira”, elogia Ceccarelli, que se diz uma admiradora do
artesanato.
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